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MBA - Mito ou Realidade

01/08/2003

Filipe S. Fernandes / Pedro S. Guerreiro

Jovem empresário, Frederico Avillez foi fazer o MBA para se precaver: "Sentia-me inseguro em relação ao futuro, um MBA fortalecia o meu currículo". Acaba de terminar os dois anos lectivosdo "Master in Business Administracion" na Universidade Nova de Lisboa. Hoje, a empresa que fundou com José Pedro Salema - Também MBA mas da Universidade Católica Portuguesa - vai de vento em popa. Os dois engenheiros agrónomos ganharam valências de Gestão e a "sua" FZ AGROGESTÃO vende "software" de gestão, presta consultoria e formação para empresas e associações agrícolas.

Quando estava a estudar ou a fazer trabalhos, Avillez relacionava instintivamente tudo com a empresa. Salema diz que tudo valeu a pena. "Quando entrei, pensei: 'ou vai ou racha'. Com o MBA, ou a empresa descolava ou ficaria melhor preparado para enfrentar o mercado de trabalho. Era uma 'all win situation'", responde no jargão bem próprio de um MBA. Que volta a aplicar em resposta a nova pergunta: O VAL (valor actual líquido) do investimento - em dinheiro, tempo e esforço - é positivo? O projecto é viável? "Sim. A vida útil deste projecto é grande, não são só dois ou três anos, fica para toda a vida", responde com humor à pequena provocação.

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Há muitas realidades diferentes nos MBA - há aliás, muitos MBA e pseudo-MBA, a sigla é usada abusivamente, na opinião de alguns -, desde quem faz num ou em dois anos, quem continua a trabalhar, tira uma licença sem vencimento ou se despede. O balanço parece ser globalmente positivo, tanto que entre as queixas não se ouviu referência ao preço dos cursos, que na Nova e Católica ascendem aos 12 mil euros. As queixas vêm sobretudo do tempo que consome, da enorme entrega que exige, dos meses a fio sem fins-de-semana e do sacrifício familiar. Mas há mais detalhes. Frederico Avillez anota o facto de o currículo da Nova estar vocacionado para os alunos em "ful-time" e no seu caso particular isso seria possível se fechasse a empresa. Por outro lado, o curso é fromatado para "preparar directores-gerais de grandes empresas, de multinacionais", não estimulando a iniciativa privada, nem fomentando o empreendorismo.

(...)

Nova e Católica na gestão de topo de uma empresa em crescimento

Os MBA da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa são os mais conceituados - a os mais caros - em Portugal.

Frederico Avillez (à esquerda) acaba de concluir o curso na Nova, o sócio José Pedro Salema acabou há um ano na Católica. Os dois engenheiros agrónomos deitaram mãos à obra e fundaram uma consultora de gestão direccionada para negócios agrícolas. A "aventura" vai de vento em popa.

 

 

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