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Mulher do Vinho 2008

[ 29/09/2008 ]

Teresa Cadaval, da Casa Cadaval [Cliente de referência ENOGESTÃO], foi eleita "Mulher do Vinho 2008" na terceira edição dos Prémios Internacionais EVA às Mulheres da Gastronomia, anunciado recentemente em Espanha.

Este prémio que irá ser entregue brevemente em Pamplona, é o único prémio gastronómico feminino internacional e o júri entendeu premiar "a combinação e o equilíbrio da modernidade e do classicismo", classificando a produtora como "um dos tesouros de Portugal".

Para Teresa Cadaval vencer este prémio é uma forma de ganhar mais visibilidade para o negócio e para Portugal, referindo que o prémio não é exclusivamente seu, mas acaba por ser adequado, uma vez que a casa Cadaval está há cinco gerações nas mãos de mulheres.

Afirma ainda ser apenas a "ponta do iceberg" da equipa responsável pelos vinhos da Casa Cadaval, um negócio que abraçou por "não ter outro remédio" e a que junta a paixão pelos cavalos.

"Toda a minha vida ouvi falar de vinho, o tema em casa era sempre o vinho e não tive outro remédio senão gostar", afirma a produtora, recordando que tanto a sua mãe - herdeira da casa Cadaval - como o seu pai - da casa alemã Schloss-Schönborn vinham de tradições familiares vinícolas.

O facto de ser mulher num mundo em que a maior parte dos produtores são homens não a faz sentir especial ou diferente. Aplica uma fórmula simples no seu negócio, procurando seguir as passadas do seu pai, que olhou sempre para o futuro, até porque na sua família, o lema é “recebes, mas tens que melhorar”.

"Como todos os produtores, quero fazer um vinho que seja o melhor do mundo, que tenha um perfil internacional", afirma.

Num mundo em que "a concorrência é muito grande" e a sorte tem um papel importante, Teresa Cadaval destaca a importância de "muito trabalho, não ficar inactivo e procurar sempre novos mercados, para conseguir ter o produto certo na altura certa".

Da produção dos 5400 hectares da Casa do Cadaval, "cinquenta por cento vai para exportação, para os Estados Unidos, Reino Unido, Benelux, Alemanha, Polónia, Canadá e Angola, um mercado recente para onde só vão os vinhos mais caros".

Na casa do Cadaval fazem-se vinhos com as castas Touriga Nacional, Trincadeira, Merlot cabernet, Pinot, os tintos, que constituem "90 por cento da produção" e brancos com as castas Fernão Pires, Arinto e Riesling.

Além de se assumir como a "cabeça de uma equipa" que está por trás da Casa do Cadaval, Teresa Cadaval é ainda presidente da Rota dos Vinhos do Ribatejo, que gostava que "funcionasse melhor, porque por enquanto há pouca divulgação".

No que toca ao produto do ano vinícola, Teresa Cadaval afirma que vai ser "um ano de muito boa qualidade, de pouca quantidade, mas que pode dar grandes vinhos", acrescentando que "o clima contribuiu, porque não houve demasiado calor e não choveu durante a vindima" e prevendo uma produção "entre 200 mil e 250 mil garrafas".

 

Fonte: Lusa

 

 

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