| BR | Esta página pode estar incompleta relativamente à versão de Portugal
Ir para:    página inicial    |    conteúdo página    |    pesquisa 

Exploração agro-pecuária desde 1918 - Francisco Borba

VIDA RURAL - n.º 1731 Ano 55 - Outubro 2007

 

Com uma gestão familiar desde 1918, ano em que foi adquirida pelo Dr. Francisco de Paula Borba, a Herdade da Gambia, situada na península de Setúbal, tem desenvolvido actividades agrícolas, pecuárias e florestais. Ao longo de todos estes anos a fileira florestal tem merecido sempre uma atenção especial das diferentes gerações que tiveram e têm a responsabilidade da sua gestão.

Actualmente, a sua principal preocupação é a prática de uma gestão moderna e disciplinada, apoiada num sistema de informação e análise muito rigorosa.

Cláudia Antunes

Actualmente, a Herdade da Gambia possui 317ha de Montado de Sobro, 116ha de Pinheiro Manso e 27ha de Vinha para produção de vinho. O efectivo pecuário, inicialmente adquirido nos anos 40 com 100 ovelhas de raça Saloia para produção de leite e queijo artesanal, é hoje constituido por 100 vacas de ventre da raça Mertolenga (explorada em cruzamento industrial com Touros Blonde d’Aquitaine ) e 220 ovelhas da raça Lacaune para produção de leite. Recentemente foi adquirido um núcleo de ovinos Ile-de-France que se destina à produção de reprodutores, e ao cruzamento industrial com parte do efectivo leiteiro.

Com uma administração exclusivamente familiar, e actualmente assegurada por dois licenciados em ciências agrárias com pelouros diferenciados e hierarquia definida, a aquisição dos programas AGROGESTÃO e ZOOGESTÃO, surgiu com a necessidade de dispôr de sistemas que convertessem a informação contabilística e a informação de campo, em informação clara e rigorosa que possa apoiar as decisões de gestão. Ambos os programas são usados fundamentalmente como programas de gestão. O AGROGESTÃO é ainda utilizado no processamento de salários e documentos, e o ZOOGESTÃO é também utilizado no preenchimento dos Livros de Existências dos Bovinos.

Reunindo e introduzindo a informação financeira e a informação recolhida directamente do campo nas diversas actividades, o AGROGESTÃO é assim sustentado de forma a produzir resultados que são maioritariamente analisados nas vertentes económica e técnica. “É com base nestes resultados que é analisada a performance de cada actividade ao longo do ano, o que naturalmante delimita as decisões de gestão. Constitui ainda o substrato principal à elaboração do orçamento anual para cada actividade.”

Eng. Francisco Borba

No programa ZOOGESTÃO é processada toda a informação de carácter zootécnico, que engloba o controlo de fertilidade individual e de rebanho para cada um dos efectivos – bovino e ovino -, produtividade de cada fêmea de reprodução, controlo de movimentos internos determinados pelas diferentes fases da vida dos animais, e controlo de movimentos externos – entradas e saídas da exploração. As listagens produzidas, servem de apoio às intervenções de campo, nas suas diversas vertentes de controlo dos efectivos incluindo o sanitário, e são utilizadas na análise global do comportamento de cada um dos efectivos.

“É um instrumento fundamental na selecção animal, uma vez que é a partir dos dados produzidos que a escolha de reprodutores é efectuada.”

Eng. Francisco Borba

Actualmente o AGROGESTÃO é também utilizado por duas outras empresas participadas, uma de prestação de serviços, e por uma outra exploração agrícola na região de Elvas. Estas circunstâncias justificam que, a toda operação que lhes está inerente, esteja a cargo de uma licenciada em gestão.

“A sua utilização [do AGROGESTÃO] é muito simples, mas como em todos os outros, a sua eficácia depende da forma como são inicialmente configurados, e da forma com é tratada e introduzida a informação. “

Eng. Francisco Borba

Apesar de estar satisfeito na generalidade com as características das aplicações AGROGESTÃO e ZOOGESTÃO, este conceituado gestor do sector agro-florestal está constantemente à procura de melhorar as ferramentas de gestão que utiliza. Na sua opinião era muito importante unificar todas as funcionalidades apresentadas (e ainda outras) numa só aplicação centralizada.

“Como objectivo futuro, não se deve perder de vista a possibilidade de desenhar um software que responda de forma integrada a todas as questões que se colocam no quotidiano de uma empresa agrícola moderna, tendo em conta as especificidades das actividades que nela se praticam. A fasquia da competitividade, no nosso sector sobe todos os dias o que torna a gestão cada vez mais exigente e por isso mais apaixonante.”

Eng. Francisco Borba

 “Para quem é exigente, quanto a procedimentos e instrumentos de trabalho, estão sempre a surgir necessidades de introdução de novas funcionalidades. A AGROGESTÃO tem correspondido aos nossos pedidos e sugestões nos “up-grades” que tem vindo a efectuar, e o acompanhamento técnico de ambos os programas incluindo a instalação de actualizações é feito directamente por via telefónica por técnicos da AGROGESTÃO, o que tem funcionado como um relógio suíço.”

Eng. Francisco Borba – Conta com uma longa experiência profissional no sector agrícola público e privado que dispensa apresentações.

 

 

Voltar