Tecnologia ao serviço do território: APATA investe em nova plataforma para apoiar a gestão florestal

Ao longo dos últimos 25 anos, a APATA – Associação de Produtores Agrícolas Tradicionais e Ambientais – afirmou-se como uma das organizações mais relevantes do Nordeste Transmontano.

Com cerca de 6.000 agricultores associados e uma intervenção que abrange aproximadamente 120.000 hectares, a associação desenvolve atividade em múltiplas áreas, desde o apoio técnico aos produtores à formação profissional, passando pela gestão agrícola, florestal e cinegética, bem como pela dinamização de projetos de desenvolvimento territorial.

A dimensão da sua intervenção é particularmente visível na floresta. A APATA coordena mais de duas dezenas de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), participa em 5 Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) e mobiliza várias equipas de sapadores florestais, desempenhando um papel determinante na gestão, valorização e proteção de vastas áreas do território do Nordeste Transmontano.

Foi precisamente dessa experiência acumulada no terreno que nasceu a necessidade de desenvolver uma nova plataforma de gestão florestal.

 

Quando a dimensão exige novas ferramentas

Gerir floresta significa muito mais do que acompanhar parcelas ou operações silvícolas.

Significa gerir proprietários, organizar informação territorial, planear intervenções, acompanhar a sua execução, responder a exigências administrativas e garantir que a informação necessária está disponível para apoiar a tomada de decisão.

À medida que a atividade da APATA foi crescendo, tornou-se evidente a necessidade de concentrar esta informação num único sistema, capaz de apoiar o trabalho diário das equipas técnicas e proporcionar uma visão integrada das áreas sob gestão.

Desenvolvida pela AGROGESTÃO em estreita colaboração com a equipa técnica da APATA, a nova plataforma permite integrar informação relativa a proprietários, prédios, unidades de gestão, projetos e intervenções, criando uma base de trabalho comum para toda a organização.

 

Uma visão que vai além da própria APATA

Desde o início, a ambição da APATA não se limitou à criação de uma ferramenta para utilização interna.

A associação conhece bem a realidade da gestão florestal portuguesa e sabe que muitos dos desafios que enfrenta diariamente são partilhados por outras entidades gestoras de floresta.

Por essa razão, a plataforma foi concebida para responder às necessidades atuais da APATA, mas também para criar as bases de uma solução que possa vir a ser utilizada de forma autónoma por outras organizações com desafios semelhantes.

Esta visão reflete uma preocupação constante da associação: desenvolver soluções que contribuam não apenas para melhorar a sua própria capacidade de intervenção, mas também para reforçar a capacidade de gestão do setor florestal.

 

O território como elemento central

Numa atividade profundamente dependente do território, a componente geográfica assume particular importância.

A plataforma permite associar informação cartográfica, operacional e administrativa, criando uma visão integrada das áreas sob gestão e facilitando o acompanhamento das intervenções realizadas ao longo do tempo.

Esta capacidade de integrar Sistemas de Informação Geográfica (SIG) com processos de gestão constitui um dos elementos mais relevantes do projeto, aproximando a cartografia da operação diária e transformando informação espacial em apoio efetivo à decisão.

Mais do que uma base de dados, a plataforma foi concebida como uma ferramenta de trabalho para quem gere e acompanha o território no terreno.

 

Gestão florestal e visão de futuro

Ao longo dos seus 25 anos de existência, a APATA afirmou-se como muito mais do que uma associação de produtores.

A sua atividade tem contribuído para fortalecer a organização dos proprietários rurais, apoiar a gestão dos espaços florestais, promover a prevenção de incêndios e criar condições para uma maior valorização dos recursos do território.

Esta capacidade de olhar para o futuro está profundamente associada à visão das pessoas que têm liderado o percurso da associação, entre as quais se destaca o Eng. Armando Pacheco, figura amplamente reconhecida no setor agrícola e florestal português e que, para além da presidência da APATA, assume responsabilidades de relevo na FENAFLORESTA e na CONFAGRI.

A nova plataforma de gestão florestal constitui mais um exemplo dessa visão.

Uma aposta que não substitui o conhecimento técnico acumulado pelas equipas da APATA, mas que o reforça, criando melhores condições para gerir um território cada vez mais exigente e complexo.

Para a AGROGESTÃO, foi um privilégio participar neste projeto e contribuir para a construção de uma ferramenta que coloca a tecnologia ao serviço de um objetivo maior: apoiar quem trabalha todos os dias para gerir melhor a floresta, valorizar o território e criar condições para o seu desenvolvimento sustentável.